8 dicas para ensinar educação financeira para jovens e crianças

Postado em por brenda

educação financeira para jovens e crianças

Dinheiro pode parecer coisa de adulto, mas uma boa educação financeira começa pelas crianças e pelos jovens! 

Segundo um estudo da University of Cambridge, no Reino Unido, as crianças formam boa parte dos seus conceitos e hábitos financeiros até os 7 anos de idade. 

Assim, ensiná-las desde cedo a importância de cuidar do próprio dinheiro pode ajudar a mudar a relação que irão desenvolver com as finanças na vida adulta. 

E esse conhecimento vai ser importante! De acordo com dados do SPC Brasil, cerca de 46% dos brasileiros não controlam o orçamento. Portanto, é preciso aprender desde cedo a não cair em armadilhas e a organizar o próprio dinheiro.

Por isso, o nosso time destacou 8 dicas simples para ensinar educação financeira para crianças e adolescentes. Confira!

Estabeleça uma mesada

O conceito de mesada não é aplicado em todas as famílias, no entanto isso pode incorrer em problemas para o futuro pensamento crítico e organizacional da criança. O problema é que, ao não estabelecer uma mesada, muitos pais acabam pagando com seu dinheiro pelos desejos dos filhos.

Mesmo que você tenha controle e saiba dizer “não”, é bastante provável que a criança ou o adolescente associe a compra de itens como brinquedos, jogos, ingressos de cinema, entre outros, à sua carteira, que pode parecer uma fonte infinita de dinheiro, já que ele terá menos noção do que um adulto acerca dos gastos da família.

Assim, ao estabelecer uma mesada, com valor adequado a sua condição financeira e às atividades mensais da criança ou adolescente, vai ajudar a criar uma noção de responsabilidade pelo próprio dinheiro, além de ensiná-lo sobre o valor das coisas. 

Sem poder recorrer infinitamente à carteira dos pais, aprende-se desde cedo a calcular quanto será necessário para divertir-se durante o mês e a quanto precisa-se guardar para comprar algo de maior valor, como, por exemplo, um novo videogame.

Evite utilizar a mesada para barganhas e castigos

Há algumas coisas que podem ser estabelecidas no momento em que decidir dar mesada para uma criança ou adolescente para lhe dar um senso de responsabilidade, como um pequeno adulto, com atividades adequadas a sua idade. Como, por exemplo, continuar se esforçando na escola e ajudar em casa. 

No entanto, após acordada a mesada, evite utilizá-la como barganha. Dizer frases como “Se você não melhorar suas notas eu corto sua mesada” ou “Você só vai ganhar mesada se lavar a louça hoje” fogem ao objetivo, que é ensinar educação financeira e não criar formas de chantagem e punição. Isso pode atrapalhar no aprendizado.

Ensine a guardar

Agora que a criança ou o adolescente já tem a própria mesada, é importante ensiná-lo que, ao guardar um pouco de dinheiro todos os meses, ele vai atingir algum grande objetivo como pagar pelo videogame, pela viagem com os amigos ou por determinado tênis da moda.

Dessa forma, desenvolve-se a consciência da importância do controle financeiro ao estabelecer que você somente terá determinada coisa se organizar seu dinheiro. Porém isso não é feito somente largando a mesada na mão de uma criança. É preciso saber conversar e dar o exemplo.

Converse sobre organização financeira

Talvez a mesada seja a primeira experiência do seu filho com o próprio dinheiro. Isso pode fazer com que ele fique deslumbrado com a liberdade e com as possibilidades que o dinheiro em suas mãos trás, mesmo que o valor não seja alto. Afinal, esse dinheiro já não é da mãe ou do pai, é dele.

Portanto, é sempre importante conversar sobre responsabilidades e sobre guardar para conquistar objetivos mais caros. 

Além disso, esteja aberto a tirar dúvidas. Sempre faça o possível para responder de forma fácil de entender, mas sem diminuir a inteligência da criança ou jovem. Explique como o dinheiro é importante e como é preciso trabalhar para obtê-lo.

Leia mais: Por que educação financeira é importante

Dê o exemplo

Nada de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”! Crianças e adolescentes estão sempre copiando o comportamento dos adultos, mesmo que de maneira inconsciente. 

Alguém que cresce em uma casa financeiramente um tanto quanto desorganizada, na qual o cartão de crédito é sempre a resposta, terá dificuldade de entender porque deve guardar dinheiro ao invés de receber o próprio cartão de crédito.

No entanto, em uma casa na qual o jovem cresceu vendo a organização, o cuidado com as contas e o zelo para realizar compras de forma consciente, há uma tendência maior a seguir esse comportamento. Uma dica é convidar o seu filho para sentar com você e acompanhar o seu método de organização. Explicar qual a renda da casa e quais são os gastos pode ajudar a prepará-lo para o futuro.

Cuidado com o cartão de crédito

No item anterior mencionamos como o uso indiscriminado do cartão de crédito pode dar os exemplos errados para crianças e adolescentes. 

Muitos pais preferem dar cartões aos filhos do que entregar sua mesada em dinheiro, afinal vivemos em um mundo no qual é cada vez mais comum andar apenas com o cartão e praticamente todo estabelecimento tem uma maquininha. 

Essa ideia não está errada, porém prefira cartões com apenas a opção de débito e ensine seu filho a sempre verificar quanto há disponível na conta. Também esteja atento à idade do seu filho. Se ele não consegue realizar esse controle sozinho, talvez seja melhor optar pelo dinheiro. Crianças mais novas entendem melhor o que elas podem ver e tocar.

No entanto, se seu filho já for mais velho, responsável e você se sentir mais seguro com ele possuindo um cartão de crédito apenas para emergências, seja claro a respeito disso. Estabeleça que tipo de situação se enquadra como emergência e explique os problemas de se utilizar esse recurso indiscriminadamente. A base de tudo é diálogo e confiança!

Veja ainda: 9 dicas para usar o cartão de crédito a seu favor

Deixe-o pagar

Sempre queremos dar tudo de bom e do melhor para os nossos filhos, mas precisamos, ao mesmo tempo, ensinar sobre responsabilidade.

Dar uma mesada e ensiná-lo a guardar para comprar o tão sonhado videogame não terá efeito se no último minuto você decidir surpreendê-lo com o videogame de presente de Natal. Deixe-o pagar pelas coisas para as quais se planejou e escolha outros presentes que não tirem o mérito do esforço que ele fez para conseguir o que queria.

A hora perfeita para errar

A ideia da mesada é ensinar sobre educação financeira em micro escala. Um dos benefícios disso é que seu filho vai a falência sem perder tudo no processo, porém tendo sensações semelhantes de susto e angústia.

Quando dizemos que ele “vai” ir a falência ao invés de “pode” ir a falência é porque é muito provável que aconteça e isso não é ruim. O susto vai ensiná-lo a cuidar melhor do dinheiro

No entanto, é importante não parecer furioso e decepcionado. Afinal, outro objetivo é que a criança ou o adolescente saiba como pedir ajuda caso esteja em apuros. Principalmente os adolescentes têm uma tendência a quererem resolver problemas sozinhos, o que, por vezes, acarreta em outros problemas.

Portanto, deve-se assumir uma atitude de “Você errou, mas fico feliz que tenha admitido para mim e buscado ajuda”. Isso tudo vai evitar tropeços mais graves no futuro, além de estabelecer uma relação de confiança de que ele pode tirar dúvidas com você e informar se estiver com dificuldades.

Agora que você leu as nossas 8 dicas, esperamos que tenha ficado mais fácil ajudar crianças e jovens a aprender educação financeira. Mas, se você tiver as suas próprias dúvidas “de adulto”, pode ficar tranquilo: nosso blog é cheio de dicas que podem te ajudar.

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