A inadimplência no varejo: como resolver?

Postado em por henrique

A inadimplência no varejo no Brasil tem sido um fato presente, devido, principalmente, pelo avanço no novo Coronavírus e ainda deve aumentar para os próximos meses, ou seja, deve demorar para recuar.

Muitos comércios foram forçados a fechar suas portas nos últimos meses, devido a Pandemia que assolou nosso país. Muitas contas que já tinham sido feitas também não estão sendo pagas.

Portanto, a pandemia causada pelo Coronavírus está entre os principais fatores que explicam esse nível de inadimplência.

Neste post, você vai ver um pouco sobre a inadimplência no varejo, bem como suas causas, e como evitar uma situação de inadimplência.

O cenário atual

Dados do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR), projetou a inadimplência para este ano, segundo o número em percentual de pessoas físicas que atrasam o pagamento de suas contas. As dívidas no Brasil apresentaram um aumento gradativo, de 5,74% no mês de julho; 5,83% em agosto e 5,96% para o mês de setembro.

Em termos de participação, o setor bancário concentra a maior parte das dívidas, cerca de 52% do total; o comércio aparece com 17%, e o setor de comunicações com 12%. Isso, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e SPC do Brasil.

Além disso, o consumidor negativado deve, em média, R$ 3.280.

Embora quanto a evolução das dívidas em atraso houve queda de -4,7%, em comparação ao mesmo período do ano de 2019.

Causas da inadimplência

Segundo Claudio Ângelo, presidente do Ibevar, a inadimplência acaba ocorrendo devido as condições econômicas que não favorecem. E, no ano de 2020, isso foi bem presente devido a crise que estamos passando.

Para Cláudio, a crise que o país vem passando não é somente uma crise financeira, mas também sanitária, e que tem consequências ruins sobre a economia e impactos sobre a sociedade.

O que impacta as condições econômicas do brasileiro, levando ele a não pagar suas dívidas.

Entre as principais causas da inadimplência, temos:

  • redução na renda: a queda da renda do brasileiro de 20,1% foi devida pela redução da jornada de trabalho, com cerca de 14,34%, uma providência criada pelo governo federal no começo da pandemia para evitar ainda mais a perda de empregos.
  • perda de empego: cerca de 7,8 milhões de brasileiros perderam seus empregos no período da pandemia, o que representa 8,3% da população ocupada, esses dados são do IBGE.
  • falta de organização e planejamento financeiro: muitas pessoas não são capazes de ter um planejamento financeiro fazendo suas projeções de receitas e despesas para dado período.

Muito menos, elas não são capazes de se organizarem para não gastar mais do que podem pagar ou desembolsar, e deve, por exemplo, adotar ações simples de anotar seus gastos etc.

É preciso aprender ainda evitar as tentações do consumismo impensado, que tem foco somente no presente, e sem avaliar as consequências dessas compras repentinas.

O parente que comprou no nome da pessoa: fazer um crediário, emprestar o nome, empresar o cartão de crédito, são ações com grandes chances de virar um pesadelo de dívidas em atraso.

Geralmente, algumas pessoas se encontram negativadas ou possuem baixo score para concessão de crédito e, com isso, pedem ajuda para seus parentes.

Os parentes que buscam ajudar, como não fizeram a dívida, ficam esperando o outro pagar. Isso é também uma causa de inadimplência que deve ser combatida.

  • Problemas emocionais: quando as pessoas estão passando por uma situação de crise emocional, há grandes chances de um comportamento de compra exagerado ser iniciado.

É como se o indivíduo não se importasse mais com as consequências, mas há uma busca por prazer imediato tentando ofuscar as crises emocionais.

Como resolver problemas com a inadimplência?

Atrasar o pagamento de dívidas pode acontecer com qualquer pessoa que sofra uma queda de sua renda, a perda de seu emprego e outras dificuldades imprevistas.

Mas como resolver? Vamos lá!

  • Defina táticas de cobrança

Defina ações como a comunicação por e-mail e aplicativos como WhatsApp que visam informar o consumidor de suas dívidas e de modo a convencer o mesmo a quitá-las.

Assim, é possível também reduzir os custos com ligações telefônicas.

Claro que cada cliente não paga suas dívidas por motivos diferentes, por isso, é importante avaliar as situações mais recorrentes e desenvolver táticas de negociações para esses casos.

  • Defina uma política de crédito

Os critérios para a concessão de credito devem sem determinados criando um certo padrão para todos os clientes.

Essa política de crédito traz para o varejista mais segurança e para o cliente, um processo mais transparente.

  • Tenha score de crédito

Mas o que vem a ser um score de crédito? Trata-se de uma análise feita com base no histórico de pagamento e relacionamento de uma empresa com seus clientes.

Esse score ou análise indica a probabilidade de uma pessoa ou pessoa jurídica de se tornar inadimplente em dado período.

Por exemplo, pode ser que uma empresa identifique a probabilidade de 15% de uma pessoa se tornar inadimplente dentro de 6 meses. Com isso, é possível tomar uma decisão mais assertiva sobre se concede ou não o crédito.

  • Humanize o atendimento oferecido

Para muitos, isso não tem importância, mas salientamos que tem relevância.

O artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor salienta que o consumidor não pode ser exposto ao ridículo ao ser cobrado por uma dívida; assim, empresas que desrespeitam essa regra, estão não somente descumprindo a lei, mas dando um tiro nos pês, pois podem perder o cliente.

Portanto, a empresa tem que ter uma postura de empatia, buscando compreender as necessidades e problemas que o cliente esteja passando. Desse modo, é preciso ter uma postura de resolução da situação, mas de forma humanizada e respeitosa, para não repelir o cliente.

Concluindo

Neste post, você viu um pouco sobre a inadimplência no varejo, bem como suas causas e como evitar uma situação de inadimplência.

Agora que você e conhece todos esses fatores, sugerimos mais cuidado para evitar condições de inadimplência no varejo, evitando assim, situações mais drásticas, como o fechamento do estabelecimento comercial.

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Postado por: henrique

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