Custo: o que é e quais são os tipos?

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o que é custo

Vivemos falando em “custo”. É “custo” para lá e “custo” para cá.

 

A palavra se tornou tão comum no nosso dia a dia que esquecemos de pensar sobre o que ela realmente significa.

 

Ao fazer um planejamento financeiro, lidamos com diferentes tipos de custos, que impactam o nosso orçamento também de formas diferentes. 

 

Neste artigo, vamos te ajudar a entender o que é custo, suas variações e as melhores formas de lidar com ele.

 

O que é custo?

 

Custos são os gastos de uma empresa associados à produção de bens ou serviços, ou seja, ao produto final. 

 

Veja alguns exemplos de custos:

 

  • Matéria-prima;
  • Mão de obra;
  • Gastos gerais de fabricação;
  • Embalagens;
  • Depreciação de máquinas e equipamentos;
  • Energia elétrica;
  • Manutenção.

 

Esses custos podem ser divididos em algumas categorias: custos diretos, indiretos, fixos, variáveis, entre outros. Mas logo mais vamos falar sobre isso. 

 

Antes é preciso entender a diferença entre custo e despesa.

 

Custo x Despesa

 

Enquanto o custo diz respeito aos gastos com a produção da mercadoria, as despesas envolvem os gastos necessários para manter a estrutura empresarial.

 

Conheça algumas das principais despesas:

 

  • Marketing;
  • Área comercial;
  • Equipe financeira;
  • Aluguel;
  • Materiais de escritório;
  • Impostos.

 

Sem esses gastos, ainda seria possível produzir a mercadoria, porém haveria um decaimento na qualidade do trabalho, divulgação da empresa e dos produtos, entre outros possíveis problemas.

 

Leia mais: Fintechs: o que são e como ajudam o seu dia a dia

 

Tipos de custos

 

Como você viu anteriormente, podemos dividir os tipos de custos em algumas categorias. Fazer isso vai te ajudar a entender como o orçamento de uma empresa funciona e como ele pode ser ainda melhor.

 

Fixos ou variáveis

 

Alguns custos que são mais fáceis de prever: os custos fixos! Tratam-se daqueles que permanecem iguais, mesmo com a variação produção mensal ou desempenho na empresa.

 

Um bom exemplo é o custo com a mão de obra. Produzindo mais ou menos, seus funcionários precisam ser pagos da mesma forma.

 

Já os custos variáveis são menos previsíveis. Eles podem sofrer oscilações dependendo de quantos recursos foram utilizados, da performance de diferentes setores e de imprevistos, como falhas em máquinas, por exemplo.

 

Além disso, há custos que podem aumentar ou diminuir com promoções sazonais, como a Black Friday. Nesse período, os gastos com marketing e divulgação em geral podem ser mais elevados visando o maior retorno possível.

 

Semivariáveis ou semifixos

 

Como para toda regra, há uma exceção, existem custos que envolvem uma parte fixa e outra variável. São os semivariáveis ou semifixos.

 

Um exemplo é o custo com energia elétrica ou água. Isso porque há valor mínimo (fixo) cobrado pela distribuidora e um valor relacionado à quantidade de produção (variável). Afinal, quanto uma maior produção pode utilizar mais água e energia.

 

Diretos ou indiretos

 

Os custos diretos estão associados aos produtos ou serviços que a organização oferece. Ou seja, são os gastos  incluídos no cálculo para chegar no valor final do produto oferecido pela empresa.

 

Isso significa que o empresário ou profissional responsável consegue identificar e mensurar esses gastos com facilidade. Por exemplo: matéria-prima e mão de obra.

 

Já os custos indiretos não estão necessariamente ligados à atividade que levará ao produto final. Ou seja, eles interferem na produção, mas sem ter relação direta com ela.

 

Alguns exemplos são: água, internet e energia.

 

Tipos de despesas

 

Assim como nos custos, as despesas também podem ter diferentes classificações. Conhecer cada uma delas ajuda a manter a organização no controle do fluxo de caixa.

 

Afinal, as categorias ajudam os gestores a entender para onde vai o dinheiro e identificar oportunidades de redução de gastos ou de resolução de problemas.

 

Fixas ou variáveis

 

No caso das despesas fixas, não ocorre variação dos valores de acordo com o volume produzido ou vendido. Elas serão cobradas todos os meses independentemente da produção.

 

Um exemplo de despesa fixa é a conta de água para abastecimento do escritório (diferente da conta de água relacionada à produção de mercadoria, que entra nos custos).

 

Já a despesa variável, como diz o próprio nome, varia em função do volume produzido ou vendido. Um tipo de despesa variável pode ser o pagamento de horas extras ou de bônus para funcionários com bom desempenho.

 

Regulares ou Extraordinárias

 

Essa divisão diz respeito à previsibilidade da despesa.

 

As regulares são despesas previsíveis, ou seja, a empresa sabe que a despesa virá. Mesmo em casos como na bonificação de um funcionário pelo bom desempenho, isso pode ser previsto com antecedência, mesmo que não ocorra mensalmente.

 

Já as extraordinárias ocorrem de forma aleatória e sem qualquer previsibilidade. Alguns exemplos são multas, reposição de equipamentos que falharam ou gastos com problemas repentinos de manutenção.

 

Despesas por setor

 

Também é possível dividir as despesas por setor dentro da empresa. Esse método é interessante para entender quanto do orçamento está indo para cada parte do negócio.

 

Por exemplo: Despesas Administrativas; Comerciais; Operacionais e Financeiras.

 

Mas e o frete?

 

Uma dúvida frequente é: afinal, frete é custo ou despesa?

 

Quando falamos sobre contabilidade, o frete sobre as vendas (quando o cliente compra o seu produto) é classificado como despesa comercial, ou seja, como algo não diretamente relacionado ao produto final e, sim, relacionado aos demais gastos de manutenção do funcionamento da empresa.

 

No entanto, se falamos de frete sobre compras (como na compra de matéria-prima para produzir a mercadoria), o pensamento é outro. Afinal, a matéria-prima ou outros materiais são necessários para a confecção do produto final.

 

Veja também: Por que educação financeira é importante

 

Na ponta do lápis e dentro do orçamento

 

Tanto custos quanto despesas podem ter um grande peso no orçamento, porém são gastos necessários para a confecção do produto final e para manter a empresa em bom funcionamento. 

 

Ao começar um novo negócio ou tomar decisões sobre o seu negócio atual, é preciso elaborar seu planejamento orçamentário, fazendo projeções sobre custos e despesas.

 

Dessa forma, fica mais fácil acertar a divisão correta dos valores para cada setor e definir prioridades. Ao conhecer bem os gastos, é possível economizar em determinada área para investir em outra, por exemplo. 

 

Além disso, conhecer seus gastos e despesas é importante para precificar o seu produto adequadamente. É preciso saber quanto custa para produzir a mercadoria, tanto direta quanto indiretamente. Ou seja, tanto no processo de produção de fato, quanto no processo empresarial completo.

 

Assim, você vai conseguir definir qual o valor de lucro sobre cada produto, de modo a tornar o seu negócio rentável. Mas fique atento: não esqueça de verificar quanto a concorrência está cobrando também.

 

Em resumo, colocando custos e despesas na ponta do lápis, fica mais fácil gerenciar o seu negócio com sucesso.

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