Inflação: o que é e como funciona?

Postado em por brenda

inflação

Você já deve ter ouvido a palavra “inflação”, em geral, associada a coisas negativas, como o aumento do preço dos itens no supermercado. 

Mas você realmente entende o que é inflação?

Neste artigo, encontre tudo o que você precisa saber sobre inflação e como ela funciona. Leia mais!

O que é inflação?

Em poucas palavras, inflação é como nos referimos ao aumento dos preços de produtos e serviços. Como você deve ter notado no seu dia a dia, essa elevação no preço influencia o seu orçamento familiar e as suas compras.

Em teoria, isso não deveria ser um problema. Afinal, se os preços dos produtos sobem, deve haver reposição na perda de poder de compra, como dissídios e reajustes nos salários.

Porém, esse equilíbrio nem sempre funciona bem. Atualmente, vivemos em um contexto de aumento de preços não acompanhado de aumento de renda, para boa parte das famílias brasileiras. 

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%. Com o resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de 5 anos.

Mas de onde ela vem?

O aumento da inflação pode ter uma série de causa, como, por exemplo:

Gastos públicos 

Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele precisa buscar soluções para lidar com esse desequilíbrio das contas. Um dos efeitos disso é o aumento de impostos, repassado aos consumidores na forma do aumento no preço de itens como arroz e feijão, por exemplo.

Outra situação é quando, a fim de pagar as contas, o governo “imprime” mais dinheiro. Embora soe como algo bacana, imprimir mais dinheiro faz com que o volume de dinheiro seja maior do que a oferta de bens e serviços à venda. Assim, com mais dinheiro em circulação, os preços sobem.

Inércia

A inércia funciona basicamente como uma bola de neve. Ou seja, quando uma empresa ou pessoa acredita que a inflação irá aumentar, ela também aumenta os seus preços para não perder ganhos.

Assim, trabalhadores de diferentes áreas reivindicam remunerações maiores para não perder poder de compra. 

Cartéis

Quando poucas empresas vendem um determinado produto, isso constitui a formação de cartéis. 

Isso é um problema em potencial, pois, ao dominarem o mercado, essas poucas empresas podem combinar preços mais altos ou restringir a produção. E, assim, os preços sobem.

Indexação

A inflação passada também volta para nos assombrar. É ela que, muitas vezes, causa o aumento de aluguéis e outros contratos. E, esses preços mais altos, entram no cálculo da inflação do próximo período.

Isso significa que, se você estiver com dificuldade de encontrar um apartamento para alugar devido aos novos preços, é provável que a inflação também aumente. E esse aumento da inflação pode trazer novos aumentos no aluguel. É outra bola de neve, né?

Custos de produção

É normal que empresas busquem empréstimos para viabilizar seus projetos, certo? Mas, se as taxas de juros subirem, os custos também sobem, pois a empresa precisa cobrir o valor dos juros, o valor de funcionamento da própria empresa e ainda buscar lucros.

Logo, quando o governo eleva a carga tributária, como vimos que pode acontecer no item “Gastos públicos”, o preço final dos produtos também aumenta. Aumentando o que mais? Isso mesmo, os seus custos como consumidor.

Produção baixa

A produção baixa é, é claro, quando as empresas produzem menos do que a demanda. Isso faz com que o volume de dinheiro em circulação seja maior do que a oferta de bens e serviços.

Assim, os preços sobem de forma semelhante ao que fariam se o governo “imprimisse” mais dinheiro.

Como é feito o cálculo da inflação?

No item anterior, mencionamos o IPCA, porém há vários índices que mostram o quanto os preços sobem ou descem em determinados períodos. 

Cada índice aponta uma inflação “diferente”, o que ocorre porque a alta de preços não atinge todo mundo da mesma forma. Afinal, nós consumimos produtos diferentes uns dos outros.

Contudo, há dois indicadores que você deve conhecer, produzidos pelo IBGE: o IPCA, considerado o oficial pelo governo federal, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Em ambos os casos, o propósito é medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população de forma geral. Essa cesta é definida pela Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, do IBGE. Alguns dos preços considerados são: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema, entre outros.

No entanto, os índices não calculam somente com base na variação de preços desses itens, mas também  levam em conta o peso que ele tem no orçamento das famílias. Logo, se as rendas estiverem mais baixas, o peso do valor de 1kg de arroz é mais alto do que se as rendas estivessem mais altas.

IPCA x INPC

A diferença entre Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está no uso da palavra “amplo”

O IPCA engloba uma parcela maior da população, apontando a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.

Por sua vez, o INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos, grupos mais sensíveis às variações de preços.

No entanto, como dissemos, existem outros índices que você pode preferir dependendo das suas necessidades de compras. Ainda assim, é importante ficar de olho no IPCA e no INPC.

Qual é o problema?

Como você viu no item “O que é inflação?”, a inflação em si não é um bicho de sete cabeças. O problema está no desequilíbrio.

Quando a inflação mexe nos preços relativos, há ganhos para alguns e perdas para outros. Um grande e comum problema é quando a inflação é superior ao aumento de salários, pois há perda de poder de compra da população assalariada.

Ao longo da sua carreira você pode receber salários um pouco mais altos. No entanto, se a inflação aumentar de forma proporcionalmente maior do que o seu salário, seu custo de vida também aumentou e, na prática, é como se você, na verdade, tivesse menos dinheiro agora do que antes.

Além disso, a inflação gera incertezas na economia e desestimula o investimento no país, fazendo com que empresas, tanto brasileiras quanto estrangeiras, diminuam suas atividades por aqui ou até desistam de abrir um negócio no Brasil, por exemplo.

No entanto, a inflação afeta de forma mais dramática as camadas menos favorecidas da população, que têm menos possibilidades financeiras para lidar com a alta dos preços não acompanhada de aumento dos salários.

A inflação mais alta também aumenta o custo da dívida pública, porque as taxas de juros precisam compensar o efeito da inflação e incluir um prêmio de risco para compensar as incertezas associadas com a inflação mais alta.

E a deflação?

Embora a ideia dos preços dos produtos e serviços caírem pareça atraente, ela pode ser perigosa.

Isso porque a causa mais comum da deflação é a queda na demanda dos consumidores. O que ocorre, principalmente, quando as pessoas não têm dinheiro para comprar, constituindo um quadro típico de crises econômicas.

Não perca os preços de vista

Um dos maiores perigos da inflação é perder a noção do que significa “caro” e “barato” no contexto atual. Por isso, esteja sempre atento aos preços e busque monitorar os produtos que você costuma consumir, como arroz, feijão, óleo, etc.

Além disso, tome cuidado com os juros de empréstimos ou dívidas e organize bem a sua vida financeira para não entender quanto você realmente está gastando.

Nós temos algumas dicas de como organizar seus pagamentos. Além disso, veja 10 dicas de como economizar!

Postado por: brenda

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