O efeito da pandemia na renda dos brasileiros: o que mudou?

Postado em por henrique

Qual o efeito da pandemia na renda dos brasileiros? A pandemia causada pelo novo Coronavírus vem causando efeitos devastadores no cenário econômico brasileiro, o que vem trazendo efeitos na desigualdade social do país. E, tudo indica que tais reflexos ainda vão se estender por um tempo.

A renda do brasileiro caiu em torno de 20,1%, o que era de R$ 1.118 caiu para R$ 893 no segundo trimestre de 2020, isso em comparação com o trimestre anterior. Esses dados são do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social).

O impacto da pandemia na renda dos brasileiros foi mais sentido pelos mais pobres, ou seja, pela população mais pobre do Brasil. Pode-se dizer que quase cerca de 50% da população mais pobre perdeu 27,9% de sua renda, o que era R$ 199 passou para R$ 144. Os 10% do pessoal mais rico perdeu em torno de 17,5%.

Notamos um tipo de recessão que impacta mais os mais pobres, ou seja, há um efeito excludente nessa dinâmica toda.

Neste artigo, você vai ver sobre o efeito da pandemia na renda dos brasileiros, bem como o que está vinculado a esse movimento.

Cenário econômico de queda e indicadores ruins

A crise econômica vem trazendo efeitos negativos quanto a inadimplência dos brasileiros, menores níveis de emprego e impactos no padrão de consumo do povo brasileiro.

A queda da renda do brasileiro de 20,1% foi devida pela redução da jornada de trabalho, com cerca de 14,34%, uma providência criada pelo governo federal no começo da pandemia para evitar ainda mais a perda de empregos.

A pandemia do Covid 19 trouxe efeitos negativos para 71% dos brasileiros, esses dados são de uma pesquisa feita pelo Instituto Travessia de São Paulo.

O nível de empregos no Brasil caiu 9,9%, mas poderia ter sido pior, algo em torno de 22,8% se as empresas brasileiras não tivessem adotado a redução das jornadas.

O efeito maior foi sentido pelas mulheres, bem como entre os empregados formais mais pobres, o que está alinhado com a suspensão dos contratos de trabalho, após começar a pandemia em 2020.

Os grupos que mais sofreram o efeito econômico da pandemia foram os indígenas (-28,6%); analfabetos (-27,4%) e pessoas jovens entre 20 e 24 anos de idade (-26%). Esses dados são do portal Economia Uol.

Os trabalhadores brasileiros com renda de até 2 salários mínimos são os que mais sentiram a redução em seus rendimentos, cerca de 48% desse pessoal está nessa situação. Esse percentual cai para 46% entre o pessoal que tem renda que varia de 2 a 5 salários mínimos, esses dados são do Datafolha.

E o comércio foi um dos setores que mais sentiram os efeitos dessa crise, devido a queda no consumo e maior redirecionamento das pessoas em rever seus padrões de compras.

Quantos brasileiros perderam seus empregos?

Cerca de 7,8 milhões de brasileiros perderam seus empregos no período da pandemia, o que representa 8,3% da população ocupada, esses dados são do IBGE.

Esse número representa uma redução de histórica desde o ano de 2012.

Com isso, a taxa de desemprego no país chegou a 13,3%, um número muito elevado em 3 anos, afetando 12,8 milhões de pessoas, segundo o Portal Economia Uol.

Segundo especialistas, esse número deve persistir, pois o mercado de trabalho demora um pouco para se recuperar diante uma crise na economia.

E, muitos desses desempregados não procuram emprego depois disso, o que ocasionou mais queda na renda do brasileiro. Muitos por se apoiarem no auxílio emergencial do governo, e muitos também por estar usufruindo do seguro desemprego.

Algumas pesquisas apontam que houve uma mudança no perfil da ocupação do país. Antes de começar a pandemia, 28% dos entrevistados eram assalariados, agora esse número é de 21%; esses dados são da Datafolha, feita em agosto de 2020, que ouviu 2.065 pessoas.

Segundo essa pesquisa, 60% dos entrevistados disseram ter perdido renda, mesmo recebendo ao menos uma parcela do auxílio emergencial.

O que está vinculado a esse movimento econômico

A redução da jornada de trabalho e salário foi uma das principais medidas do governo para conter a crise, possibilitando que as empresas fizessem acordo com os funcionários, reduzindo jornada de trabalho e remuneração em até 70%.

Assim, o governo teve que injetar o auxílio emergencial na economia para conter os impactos negativos da crise.

O Governo Federal entrou com o auxílio emergencial de R$ 600 entre os meses de abril e agosto de 2020; o que foi reduzido para R$ 300 entre setembro e dezembro, e deve ser cessado assim que virar o ano.

Essa medida econômica ajudou a dar uma segurada na economia e a diminuir a pobreza no Brasil.

Dados do Ministério da Economia revelam que em torno de 9,7 milhões de trabalhadores tiveram seus contratos de trabalho alterados até o mês de setembro de 2020.

O que contribui drasticamente para a queda no rendimento dos brasileiros.

Conforme dados do IBGE, as regiões norte e nordeste do Brasil tinham o maior número de pessoas em estado de extrema pobreza. isso antes da pandemia.

Com a injeção do auxilio emergencial, muitas dessas pessoas passaram a ter renda maior que antes da crise, pois o valor dessa ajuda do governo pode chegar a R$ 1.200 por família. E, isso elevou o patamar econômico do brasileiro em 40 anos, mesmo parecendo uma situação contraditória diante a crise que o mundo e o Brasil vêm passando.

Concluindo

Neste artigo, você viu os efeitos da pandemia na renda dos brasileiros.

A jornada reduzida de trabalho e uma população formal menor no mercado de trabalho, contribuíram para uma queda na renda do brasileiro e um tombo histórico no PIB do Brasil.

Mas ainda dá tempo de recuperar esse atraso econômico sofrido, mesmo que demore.

Agora é apostar mais na criatividade e melhor gestão do empreendedorismo para superar esse momento histórico vivido pelo Brasil.

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Postado por: henrique

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